sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Novo tremor em Pedra Preta-RN em 06/12/2013

Hoje, 06/12, às 15:41 UTC (12:41 hora local), ocorreu, em Pedra Preta, um novo tremor, desta vez de magnitude 2.7.
O registro do evento na estação de Riachuelo (RCBR) é mostrado na Figura 1.

Figura 1. Sismograma de 24 horas da estação RCBR do dia 06/12. O evento de magnitude 2.7 está em azul.
Fonte: LabSis/UFRN; RSISNE; INCT-ET, USGS
Joaquim Ferreira, Heleno Lima Neto

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Furacões, tufões, enchentes e queimadas: desastres naturais deixaram rastro de destruição em 2013

Milhões de pessoas em várias partes do planeta foram vítimas da ação da natureza em 2013. Furacões, tufões, enchentes, ventanias e queimadas deixaram milhares de mortos, feridos e um número incontável de desabrigados.


As Filipinas, a China e os Estados Unidos foram alguns dos países mais castigados, tanto pelo número de vítimas quanto pelos danos materiais, e tiveram uma alta incidência desses fenômenos.

Relembre alguns dos principais desastres naturais deste ano nas imagens a seguir

















O tufão Haiyan devastou a região central das Filipinas no dia 8 de novembro. 
Na imagem acima, tirada três dias após a passagem do tufão, a região costeira da Província de Samar














Mais de 5.600 pessoas morreram, 26 mil sofreram ferimentos e milhões ficaram desabrigadas, após a passagem do tufão Haiyan.
















Uma estátua do deus hindu Shiva aparece submersa nas águas do rio Ganges em Rishikesh, no Estado himalaio de Uttaranchal, em 17 de junho. As primeiras chuvas de monção fizeram com que o Ganges varresse casas, matando 60 pessoas e deixando milhares de desabrigados
















Um carro fica em cima de uma pilha de detritos empurrada pelo vento em Moore, no dia 27 maio. O tornado foi o mais forte nos Estados Unidos em quase dois anos.
















Chineses fotografam as ondas gigantes que se formaram após a passagem do tufão Usagi em Hangzhou, na Província de Zhejiang, no dia 22 de setembro

















Ainda na Província de Hangzhou, um homem caminha por local inundado próximo ao lago West Lake, no dia 8 de outubro, onde quatro pessoas morreram e milhares foram evacuadas devido a passagem do tufão Fitow, que destruiu casas e provocou o fechamento de portos e aeroportos

















Meses depois, Illinois voltou a ser castigada pela ação da natureza ao ser atingida por um furacão. Na imagem acima, uma mulher olha para os escombros da casa onde morava, em fotografia do dia 19 de novembro.
Fortes tempestades e tornados deixaram pelo menos cinco mortos no Estado, durante o mês passado
















Uma mulher olha para as cinzas expelidas por um vulcão no Monte Sinabung, distrito de Karo Sibintun, na Indonésia, em 18 de novembro
















Um menino chora e se agarra à perna da mãe na frente de sua casa danificada por um terremoto de magnitude 6,6 graus na aldeia chinesa de Longmen, em 21 abril.


A área em volta de uma piscina ficou inundada pelas águas do rio Elba durante as enchentes perto de Magdeburg, na Alemanha, no dia 10 de junho. 
Dezenas de milhares de alemães, húngaros e tchecos foram evacuados de suas casas e soldados usaram sacos de areia para tentar conter o avanço das águas, no que foi uma das piores enchentes da região na última década


















Um homem olha para fora da janela da casa de sua família. A residência caiu em um rio após um terremoto em Buenavista, na região central Filipinas, no dia 16 de outubro. Pelo menos 107 corpos foram encontrados por equipes de resgate que cavaram entre os escombros de vários prédios da cidade
















Um incêndio destruiu 360 casas no Colorado, Estados Unidos, na pior queimada da história do Estado

















Antes da chegada deste último tufão às Filipinas, o 24º do ano, os meteorologistas tinham alertado que ele poderia ter um efeito ainda mais devastador que o tufão Bopha, que em 2012 deixou quase 2.000 mortos e desaparecidos.

O desmatamento, a proliferação de jazidas de mineração ilegal, a infraestrutura deficiente e a urbanização desordenada aumentam os efeitos devastadores das chuvas e dos frequentes tufões que atingem as Filipinas durante o período das monções


Fonte:r7.com REUTERS/Rick Wilking

Crescimento da falha sismogênica de Cabeço Preto, Pedra Preta-RN

Toda a atividade sísmica está relacionada a uma falha sismogênica que pode ou não ser uma falha geológica mapeada. No caso da atividade sísmica em Pedra Preta a falha responsável por essa atividade recebeu o nome de Cabeço Preto e, até o momento, não foi possível correlacioná-la com qualquer falha geológica mapeada na região.

Essa falha foi identificada na campanha realizada pelo LabSis/UFRN em 2010/2011, com financiamento do INCT de Estudos Tectônicos (INCT-ET), cujos resultados preliminares foram publicados por Dantas et al. (2011). A extensão da falha era então de 2,5 km, considerando o aglomerado principal de eventos. Um mapa dos epicentros dessa campanha encontra-se na Figura 1.
Figura 1. Mapa de epicentros (em amarelo) da campanha de 2010/2011. A estrela vermelha, de referência, simboliza o epicentro do sismo de magnitude 3.4 do dia 27/11/2013. Os triângulos azuis simbolizam as estações da rede utilizada.
Os novos dados, da campanha de 2013, estão mostrados na Figura 2.

Figura 2. Mapa de epicentros (em verde) da campanha de 2013. A estrela vermelha, de referência, simboliza o epicentro do sismo de magnitude 3.4 do dia 27/11/2013. Os triângulos azuis simbolizam as estações da rede utilizada.

Os epicentros das campanhas de 2010/2011 e 2013 estão mostrados conjuntamente na Figura 3.

Figura 3. Mapa de epicentros. Em amarelo, campanha de 2010/2011. Em verde, campanha de 2013. A estrela vermelha, de referência, simboliza o epicentro do sismo de magnitude 3.4 do dia 27/11/2013. Os triângulos azuis simbolizam as estações da rede utilizada na campanha de 2013.

Utilizando-se os dados obtidos em 2013 (somente alguns dados foram analisados), aliado ao conhecimento da extensão anterior da falha, chega-se à conclusão que a falha de Cabeço Preto passou de 2,5 km para 4,0 km, num aumento de 1,5 km, compatível com o evento de magnitude 3.8 que já ocorreu na região.



Referências:




DANTAS, R. R. S. ; LIMA NETO, H. C. ; FERREIRA, J. M. ; do NASCIMENTO, A. F. ; ASSUMPCAO, M. ; BEZERRA, F. H. R. ; MENEZES, E. A. S. ; SPINELI, R. M. P. ; COSTA, N. P. . Atividade sísmica em Pera Preta - RN em 2010. In: 12 th International Congress of the Brazilian Geophysical Society & EXPOGEF, 2011, Rio de Janeiro -RJ. 12 th International Congress of the Brazilian Geophysical Society & EXPOGEF, 2011. p. p. SBGF_3191.



Fonte: LabSis/UFRN;  RSISNE; INCT-ETUSGS
Joaquim Ferreira, Heleno Lima Neto, Eduardo Menezes, Suélio Carolino, Regina Spinelli, Neymar Pereira, Aderson do Nascimento, Jordi Julià, Rodrigo Pessoa


Novo tremor em Pedra Preta-RN em 04/12/2013

Ontem, 04/12, às 19:12 UTC (16:12 hora local), ocorreu um novo tremor, desta vez de magnitude 2.5 em Pedra Preta. O mapa de localização epicentral encontra-se na Figura 1.Figura 1. Mapa de localização epicentral. O epicentro está representado pela estrela vermelha. Os triângulos representam as estações RCBR (em vermelho) e ACCP (azul). O registro do evento na estação de Riachuelo (RCBR) Registro do evento em RCBR. Como se pode notar, a atividade sísmica em Pedra Preta continua e, como sempre afirmamos, não é possível prever sua evolução. Por outro lado, pelo que constatamos da análise dos dados da rede sismográfica instalada na região, foi verificado um crescimento da denominada falha sismogênica de Cabeço Preto para NE. Também, em virtude disso, atualmente os epicentros dos sismos, embora continuem ocorrendo nos limites do município de Pedra Preta, estão mais próximos da cidade de Jandaíra (11 km) que de Pedra Preta (14 km) .

Fonte: LabSis/UFRN; RSISNE; INCT-ET, USGSJoaquim Ferreira, Regina Spinelli, Heleno Lima Neto

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Surpresa: Terremoto de Fukushima, no Japão, alterou a gravidade da Terra

O satélite GOCE da Agência Espacial Europeia revelou algo impressionante ontem, 3 de dezembro.



Segundo estudos, o terremoto que devastou Fukushima em 2011, deixou sua marca na gravidade do planeta – mostrando o poder devastador da movimentação das placas tectônicas.

O GOCE mapeou a gravidade da Terra por 4 anos com uma precisão nunca antes alcançada. Os cientistas não esperavam encontrar os dados captados e ficaram surpreendidos.

As análises mostraram, com dados revistos e muito precisos, que o terremoto de 9,0 graus na escala Richter que atingiu o leste do Japão na ilha de Honshu no dia 11 de março de 2011, afetou a gravidade.

Os cientistas descobriram que grandes terremotos não só deformam a crosta terrestre, mas também causa perturbações e mudanças na gravidade. Existe uma série de razões pelas quais os valores de gravidade variam. De acordo com o estudo, isso é consequência do material no interior da Terra que é heterogênio e desigual.

A Física nos mostra que a gravidade é uma constante. Essa suposição é conhecida e difundida por inúmeros professores. Mas, o estudo mostrou que a força da gravidade varia dependendo da distribuição desigual do material do centro da Terra.

Os terremotos sob os oceanos, como o que ocorreu no Japão, podem alterar a forma do fundo do mar. Isso desloca água e altera o nível do oceano, que por sua vez, altera a gravidade.

O satélite, que já não orbita mais o planeta, ficou sem combustível e reentrou na atmosfera da Terra, desintegrando-se. Apesar de não existir mais, os cientistas estão apenas começando a analisar a grande quantidade de dados que ele deixou.

O satélite GOCE revolucionou o estudo ao conseguir captar, em tempo real, as mudanças na gravidade. Ao que tudo indica, a mudança foi influenciada por deformações em rochas subterrâneas. Os impactos internos foram tão fortes que ondas sonoras, referentes aos movimentos tectônicos, foram capturadas pelo satélite.

Na imagem abaixo, as marcas em azul mostram os locais onde a gravidade foi reduzida e as de cores amarelas foram onde a gravidade sofreu um aumento por estarem próximas do epicentro.




Os pesquisadores ainda não sabem se essa mudança é permanente ou reversível e quais seriam os problemas que podem ocorrer após essa mudança. Mais estudos serão necessários para responderem essas perguntas.


Fonte: jornal ciência